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10/02/2010
Novo boletim de custos de produção da CNA evidencia diferenças de remuneração ao produtor. |
O produtor rural já pode contar com uma nova série de indicadores dos custos de produção da agropecuária, um conjunto de dados que vai promover o aperfeiçoamento da gestão das atividades no meio rural. O trabalho foi lançado nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu. A CNA vai divulgar mensalmente tabelas, formando um histórico de dados. Os primeiros produtos que terão seus custos de produção e preços de venda monitorados são feijão, leite, milho, soja, arroz e o boi gordo. Ao longo do ano, novos produtos serão incorporados ao estudo, como algodão, café, frutas e trigo. As tabelas serão atualizadas sempre no dia 15 de cada mês, trazendo os preços e custos vigentes no mês anterior.
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, realizou nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, o lançamento da nova série de dados, com valores de referência de janeiro. As informações estão consolidadas no boletim “CNA - Custos & Preços”. As informações serão transmitidos ininterruptamente em monitores de vídeo instalados na sede da CNA, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Kátia Abreu explicou que o principal objetivo deste novo estudo é fornecer ao produtor rural um índice de referência sobre o custo real da produção, com o objetivo de garantir maior segurança no gerenciamento da atividade agrícola. Mas ela destacou que os dados também permitirão à sociedade comparar os valores que o homem do campo recebe pela produção agrícola e quais são os preços cobrados pelos alimentos nas cidades.
A primeira série do boletim “CNA - Custos & Preços” revelou realidades diversas, com situações de promissora rentabilidade ou descapitalização de acordo com o tipo de atividade e região. “Os números comprovam que o produtor rural precisa ter uma boa gestão de sua atividade”, diz a coordenadora da área de Estudos Econômicos da CNA, Rosemeire dos Santos.
A diferença entre lucro, equilíbrio nas receitas e despesas ou prejuízo pode ser muito tênue e ocorrer até mesmo em regiões produtoras que ficam próximas umas das outras, como ocorre na orizicultura. O custo total para produzir uma saca de 50 quilos de arroz em Pelotas, sul do Rio Grande do Sul, é de R$ 33,57, mas o preço de comercialização no Estado é de R$ 31,14. O produtor pelotense, portanto, perde R$ 2,43 por saca. Já em Itaqui, a cerca de 600 quilômetros de Pelotas, na fronteira com a Argentina, o custo de produção cai para R$ 26,96 por saca, ou seja, sobra R$ 4,18 para o produtor no momento da venda.
Condições do solo, distância dos pontos de escoamento e logística alteram a rentabilidade do produtor, destaca Rosemeire. O produtor de soja de Campo Mourão, no Paraná, gasta R$ 32,98 para produzir uma saca de 60 quilos na atual safra e encontra um preço de venda de R$ 38,68, gerando uma diferença positiva de R$ 5,70. Já o agricultor de Sorriso, em Mato Grosso, desembolsa R$ 29,61 para produzir uma saca de soja e recebe R$ 28,30, gerando uma perda de R$ 1,31.
A pesquisa é resultado de parceria da CNA com o Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Agronegócio (PECEGE) e com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), ligados à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP); e com a Universidade Federal de Lavras (UFLA).
Para conferir as tabelas dos custos de produção, acesse o site do Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br).
*Assessoria de Comunicação da CNA/SENAR
www.canaldoprodutor.com.br
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